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A moderação conjugal e a pureza requerida por Deus - João Calvino

A moderação conjugal e a pureza requerida por Deus Além disso, quando os cônjuges compreendem que sua união foi abençoada pelo Senhor, devem reconhecer também que essa bênção não lhes concede liberdade para uma entrega desordenada aos desejos. Embora o matrimônio honroso remova a vergonha da incontinência e ofereça um meio legítimo para sua contenção, não segue daí que deva tornar-se ocasião para excessos. Portanto, marido e mulher devem lembrar-se de que nem tudo lhes convém. Haja sobriedade na conduta do marido para com sua esposa e igualmente da esposa para com seu marido, de modo que ambos procedam com dignidade e moderação, sem nada fazer que seja incompatível com a honra e a temperança próprias da vida matrimonial. 

O Cristão Deve Aprender Tanto a Ter Falta Quanto a Ter Abundância (João Calvino)

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O Cristão Deve Aprender Tanto a Ter Falta Quanto a Ter Abundância Outra regra importante é que aqueles que vivem em condições simples e limitadas devem aprender a suportar suas necessidades com paciência, para não desenvolverem um desejo desordenado pelas coisas deste mundo. Pois saber usar moderadamente os bens terrenos já representa grande progresso na escola de Cristo. Além dos muitos pecados que acompanham o amor excessivo pelas riquezas, quase sempre aquele que se mostra impaciente na pobreza revela também como agiria na abundância. Quero dizer o seguinte: quem se envergonha de roupas simples facilmente se tornará vaidoso quando possuir roupas luxuosas; quem fica irritado por não ter uma mesa farta provavelmente cairá em excessos quando tiver abundância; e aquele que se mostra descontente em uma condição humilde dificilmente escapará do orgulho se alcançar honra e posição elevada.

As marcas da verdadeira igreja, de seus membros e da falsa igreja (CB 29)

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Cremos que devemos discernir, com grande cuidado e prudência, qual é a verdadeira Igreja, pois hoje em dia todas as seitas que existem no mundo reivindicam o título de Igreja. Nós não falamos aqui dos membros hipócritas, que estão misturados na Igreja junto com os bons e que, apesar de estarem presentes corporalmente, não fazem parte da Igreja em seu coração. Falamos do corpo da Igreja em si, que devemos distinguir cuidadosamente da falsa Igreja.