Série Calvinismo, uma paráfrase

 


João Calvino em linguagem clara para os leitores de hoje


Durante quase cinco séculos, as Institutas da Religião Cristã, de João Calvino, permaneceram como uma das obras mais importantes da história do cristianismo. Sua influência ultrapassa as fronteiras das igrejas reformadas e alcança a teologia, a filosofia, a política e a própria formação da cultura ocidental.

Apesar de sua relevância, muitos leitores desistem da obra por causa da linguagem antiga, do estilo acadêmico das traduções e dos longos períodos característicos do século XVI.

Calvinismo | Uma Paráfrase nasceu para aproximar essa obra de uma nova geração de leitores.

Esta coleção não é uma tradução literal. Também não é um comentário ou uma adaptação livre. Trata-se de uma paráfrase fiel ao pensamento de João Calvino, construída a partir da tradução clássica de Henry Beveridge (1845), preservando cuidadosamente seus argumentos, sua estrutura e sua teologia, enquanto apresenta o texto em um português moderno, natural e de fácil compreensão.

O objetivo é permitir que o leitor acompanhe o raciocínio de Calvino sem precisar vencer as barreiras de uma linguagem distante de sua realidade.

Ao longo dos três volumes, o leitor percorre toda a estrutura das Institutas, conhecendo as principais doutrinas da fé cristã reformada:

  • O conhecimento de Deus e das Escrituras
  • A criação, a providência e a soberania divina
  • A queda do homem e a necessidade da redenção
  • A pessoa e a obra de Cristo
  • A fé, a justificação e a santificação
  • A eleição e a predestinação
  • A oração e a vida cristã
  • A Igreja e seus ministros
  • Os sacramentos
  • A disciplina e o governo da Igreja
  • A relação entre Igreja e Estado
  • O governo civil segundo as Escrituras

Cada capítulo recebeu uma organização mais acessível, com subtítulos que facilitam a consulta e tornam a leitura contínua mais agradável, sem perder a profundidade que tornou as Institutas uma das maiores obras da literatura cristã.

Se você sempre desejou ler João Calvino, mas encontrou dificuldade nas traduções tradicionais, esta coleção foi preparada para servir como uma porta de entrada, conduzindo o leitor diretamente às riquezas da teologia reformada com clareza, fidelidade e reverência às Escrituras.

Onde comprar:


Experimente o texto:

A Igreja Invisível, Universal e Fundada na Eleição de Deus (V3.1.2)
Quando, no Credo, professamos crer a Igreja, a referência não é feita apenas à Igreja visível, da qual agora tratamos, mas também a todos os eleitos de Deus, incluindo aqueles que já partiram desta vida. Por essa razão emprega-se o verbo crer, pois muitas vezes não se pode distinguir exteriormente os filhos de Deus dos ímpios, nem o verdadeiro rebanho de Cristo da multidão indomada dos incrédulos. Alguns costumam acrescentar a preposição “em”, dizendo crer “na Igreja”, apoiando-se em antigo costume; contudo, a forma mais apropriada é simplesmente crer “a Igreja”. Como observam antigos escritores, dizemos que cremos em Deus porque nele repousa toda a nossa confiança e porque nossa fé encontra nele seu pleno fundamento. O mesmo não pode ser dito da Igreja, assim como não se diz da remissão dos pecados ou da ressurreição do corpo. Entretanto, mais importante do que a forma das palavras é a verdade que elas expressam: embora Satanás empregue todos os seus esforços para destruir a graça de Cristo e os inimigos de Deus se lancem furiosamente contra ela, essa graça jamais será extinta, nem o sangue de Cristo deixará de produzir fruto. Por isso, devemos considerar tanto a eleição secreta quanto o chamado interior de Deus, pois somente ele conhece aqueles que lhe pertencem (2Tm. 2:19).

Os ímpios negam a Deus ao rejeitarem sua providência e seu juízo (V1.L1.4.2)
A declaração de Davi: “Diz o insensato em seu coração: Não há Deus” (Salmos 14:1; 53:1), aplica-se principalmente àqueles que, como logo se verá mais claramente, sufocam a luz da natureza e deliberadamente embrutecem a si mesmos. Vemos muitos que, depois de endurecerem o coração numa vida entregue ao pecado, procuram banir furiosamente toda lembrança de Deus, embora ela lhes seja espontaneamente sugerida interiormente pelo próprio senso natural. E, para mostrar quão detestável é essa loucura, o salmista os apresenta como negando expressamente a existência de Deus; não porque rejeitem totalmente sua essência, mas porque o despojam de sua justiça e providência, imaginando-o como alguém que permanece ocioso nos céus. Ora, nada é mais contrário à natureza de Deus do que abandonar o governo do mundo ao acaso e fechar os olhos aos pecados dos homens para que pequem livremente sem punição. Portanto, todo aquele que, extinguindo o temor do juízo divino, entrega-se a uma falsa segurança, na prática nega que exista um Deus.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Onde estudar crítica textual com foco no Texto Recebido?

Cuidado com a voz que você tem ouvido. Patente US6506148B2

CRÍTICA TEXTUAL EM CRISE