sábado, 8 de abril de 2017

A sua última vez - Série: Palavras do Mestre 08

A sua última vez

Pequena e curta! Assim fica mais fácil definir a vida humana. Sim, por mais que você viva muitos anos e a ciência consiga realmente prolongar a sua vida ela pode ser finalizada do nada. E depois começamos novamente? Acertamos nossos erros e continuamos? Não!

Essa é uma verdade tão simples e básica que eu poderia desconsiderar ela nesta seção, porém eu percebo que as pessoas hoje se importam cada vez menos com o amanhã e as suas consequências. Jesus tinha um público assim e é sobre isso que ele vai te ensinar hoje. Acho muito importante e até interessante ressaltar que antes de Jesus falar sobre a vida após a morte Lucas relatou que “os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviam todas estas coisas e zombavam dele” (Lucas 16.14 - NVI). Bem parecido com o que acontece hoje quando tocamos em assuntos que geralmente já foram tratados em grande escala. Antes de relatar isto Lucas diz que Jesus contou uma parábola sobre um administrador infiel e após terminar os fariseus, ou seja, aqueles que sabiam tudo sobre as escrituras, estavam zombando de Jesus. E olha que foi nesta parábola que ele citou sobre o amor a Deus e ao dinheiro. Isso não foi novidade para eles ou simplesmente não estavam se preocupando com o que ele estava dizendo.
Voltamos então ao que os textos de Jesus representam para muitos hoje, eles são conhecidos demais… mesmo que quase ninguém os coloque em prática ou se lembre deles. As pessoas não querem mais ouvir sobre isso, estão cansadas ou entediadas demais para entender o que o mestre dos mestres quer para cada um de nós. Foi isso que os fariseus disseram quando zombaram de um assunto tão importante como esse.
Foi então que Jesus atraiu a atenção de todos com uma parábola sobre alguns fatos simples, porém importantes sobre a vida aqui na Terra. E isso não pegou apenas fariseus de surpresa e sim todos os envolvidos.

“Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e vivia todos os dias no luxo. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, que estava coberto de feridas à porta daquele, e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico. Os próprios cães vinham lamber-lhe as feridas.” (Lucas 16.19-21 – AC)

Se você gosta de enigmas certamente já notou que Jesus estava separando o mundo quando citou um rico que tinha uma vida rica e luxuosa e um pobre, chamado Lázaro, que vivia dos restos do rico. Um pouco mais a fundo nós temos o fato de que Jesus conhecia o pobre, pois sabia o seu nome enquanto o rico simplesmente recebe o nome de… rico. Isso aponta para outras duas coisas:

1 – Jesus não conhece os ímpios, e estava colocando aqueles fariseus no mesmo lugar quando os citou na parábola anterior em que anteriormente o autor cita os fariseus como pessoas que amavam o dinheiro. Temos aqui as pessoas que não serão salvas, aquelas que não darão ouvidos às palavras de Jesus. Este grupo não é formado apenas por pessoas que não tiveram um encontro com Jesus, o fato de colocar os fariseus no mesmo lugar nos lembra que quando Jesus voltar muitos religiosos (falsos religiosos) serão desconhecidos por ele, para isso estude melhor o texto brevemente citado abaixo:
Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’ Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’ " (Mateus 7:22,23 - NVI)

Diferente do rico o pobre recebeu um nome, representando aqui aqueles que por não ter recebido muito ficavam até o momento com o resto daquilo que os "ricos" esbanjavam. E isso realmente acontecia com os pobres da época, eles eram explorados pelos que “conheciam” a lei, mas não eram orientados sobre a mesma. Isso também nos leva a um outro fato sobre os filhos de Deus. Ele os conhece pelo nome, e os chama para si mesmo. Quem compreendeu muito bem esse ensino foi o apóstolo João, onde lemos:

"O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz." (João 10:3,4 - NVI)
Ou seja, Jesus está se referindo aqui a dois grupos de pessoas. Que nos leva à segunda conclusão sobre este texto.

2 – Não foi o fato de ter vivido com luxo e riqueza que classificou o primeiro grupo como não salvo. Foi o amor e a paixão por aquilo que eles tinham. Jesus constantemente bate na mesma tecla, ele está sempre dizendo: “onde está o seu coração, aí está o seu tesouro” para nos lembrar que aquilo que nós amamos mais do que tudo será a última coisa que teremos nesta vida. Logo um dos grupos não dava ouvidos ao que o mestre dizia e parte desse grupo conhecia muito bem o que era dito. Eles preferiam viver o melhor da vida hoje, agora! Estavam apaixonados demais por suas vidas de luxo para se dar ao trabalho de atender ao chamado do outro grupo, que não vivia com o melhor desta Terra, que era pobre segundo o status deste mundo. O grupo conhecido por Jesus.

Ambos morreram! E tiveram a oportunidade de perceber que ter um status não te garante conhecer como será o amanhã! A vida passa muito rápido para quem morreu, tenho certeza. Mas para muitos a vida hoje passa lenta e deliciosamente, até que o amanhã chegue e mostre a ela também o quão curto foi seu luxo aqui na Terra.
Por fim, o mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão. O rico também morreu e foi sepultado. e foi para o lugar dos mortos. Ali, em tormento, ele viu Abraão de longe, com Lázaro ao seu lado. O rico gritou...” (Lucas 16.22-24a – NVT)

Talvez o mais surpreendente aqui não seja o fato de o pobre ir ao céu e o rico ao inferno e sim o fato de o rico conseguir ver Lázaro no céu mas ser impossível chegar até ele após a sua morte. Isso me faz pensar em o que fazemos com a vida que recebemos aqui na Terra, não apenas isso, mas o que temos colocado como objetivo maior, como paixão para nossa vida inteira. O rico (não salvos), buscava uma vida de luxo, tudo que importava era viver o melhor na Terra, com todos os exageros e pecados enquanto deixava que os outros vivessem de seus restos. E esse objetivo ele alcançou, mas apenas enquanto estava na Terra, porque o objetivo maior para a vida deles não incluía uma eternidade, apenas uma paixão momentânea.

Uma vida focada em algo que não é Deus se torna uma separação eterna entre o que desejamos e o que não podemos mais alcançar. Isso define bem o resultado final de um homem que vive apenas para si e para o seu luxo aqui na Terra. Afinal esta será a sua última vez, a última chance (se é que podemos escolher uma). Portanto, não desperdice o hoje. O Amanhã pode não existir para você.

Vou terminar este ensinamento sem um fim aqui. Quero que você mesmo pense no seu próprio fim, no seu próprio resultado final, faça bom aproveito dele. Aqui ou no céu!

Em amor, Devair S. Eduardo

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