segunda-feira, 13 de março de 2017

Teoria das regras divinas


Por que as coisas acontecem da forma como acontecem? Por que as árvores crescem e porque elas morrem? Qual é a regra zero para que tudo isso aconteça sempre da mesma forma, e por que às vezes sentimos que as coisas não caminhão da forma como esperávamos?
Antes de continuar lendo este texto não se esqueça de que se trata de uma teoria, um pouco mais real do que muitas teorias e bem mais assustadora para pessoas que não tem maturidade espiritual. Digo espiritual porque não imagino este texto sendo lido por pessoas ainda não crentes em Deus, até porque esse texto se refere muito a ele, mas caso ainda não seja um cristão, sinta-se à vontade em aproveitar, refletir e pensar comigo!

Pesquise durante um tempo, e ainda não terminei minhas pesquisas sobre o que vamos pensar neste texto, porém uma vontade muito grande tomou conta de mim sobre escrever a respeito do tema “vontade soberana de Deus”. Desde já informo que não existem muitas fontes confiáveis sobre o assunto, ou seja, fontes que possam ser usadas para montar esse pensamento. Acredito que o tema é tão pesado que poucos se arriscaram a escrever sobre, pelo menos eu não encontrei muito sobre, mesmo crendo que ainda existam fontes a serem pesquisadas.

Lendo o livro de Stephen Hawking fui surpreendido pelo argumento de que todo o universo está tão fisicamente equilibrado que se pensarmos em um erro ou mudança, mínima que fosse os planetas se chocariam ou se afastariam um dos outros pelo espaço. Imaginando sobre qual força faz com que isso seja assim desde sempre fui levado a estudar sobre a vontade de Deus, suas regras e aplicações no mundo físico, seja dentro ou fora do planeta Terra. Pensando no aspecto espaço/tempo/Deus nós precisamos definir como Deus age durante toda essa história, como ele se move e como ele existe dentro desse mundo aparentemente infinito de leis e regras que mantém tudo da forma correta, ou seja, sem mudanças que definem erros pelos séculos a fora.

Deus, o tempo e a existência das coisas

Se pensarmos em um criador para todas as coisas precisamos chama-lo Deus! Isso porque somos criados a entender que existe uma força ou um ser mais poderoso do que tudo o que conseguimos imaginar, claro que para mim não é diferente. Creiamos que Deus realmente tenha criado todas as coisas, mas esse pensamento não pode ser tão pequeno assim, como nos tempos em que não tínhamos recursos e pensadores para ajudar a estender este tipo de ideia. Cremos que Deus criou todas as coisas, porém ele não apenas criou, ele fez com que todas elas funcionassem da forma como imaginava antes de crear tudo, ops, antes de crear tudo?

Um dos atributos de Deus é a Eternidade, sobre ela Strong começa da seguinte maneira: “Isso significa que a natureza de Deus: a) não tem começo nem fim; b) não tem sucessão de tempo; c) contém em si mesmo a causa do tempo.” ¹

Isso significa dizer que não apenas Deus existe desde sempre. Significa que com sua criação ele também criou a noção de tempo e a mudança de tempo. Porém essa é uma sensação humana, ou seja, ele não sente o tempo passando de forma que ele mesmo está no passado, presente e futuro consecutivamente. Uma citação sobre Deus e o tempo feita por Strong define muito bem como Deus reage com o tempo, ou seja, com a sensação humana de tempo.

A eternidade não é, como se pensa, anterior ou posterior a nós, uma linha sem fim. Não, ela é um círculo, infinitamente grande – todas as circunferências com criações amontoadas: Deus habita no centro, contemplando tudo. Quando nos movemos nesse círculo eterno, a porção finita que apenas vemos atrás de nós já passou; o que está adiante chamamos de futuro. Contudo, para aquele que habita longe do centro, igualmente distante de cada ponto da circunferência, ambos são semelhantes, tanto o futuro quanto o passado.” ²

Se encaixa perfeitamente no que pensamos ser a relação entre Deus, o espaço e o tempo. Ele não se coloca nessa realidade pois a sua é infinitamente superior, onde ele habita está a eternidade, sem início nem fim, pois estas características pertencem a coisas criadas e isso inclui eu e você. Ou seja, para mim e você o tempo é uma questão de criação, somos criados num ponto para deixarmos de existir no outro, para Deus que é eterno isso não poderia existir porque não há um momento em que Deus foi criado, nem tão pouco faz sentido haver, pois se houvesse um momento de criação de Deus nos perguntaríamos sobre quem o criou… Os textos bíblicos já mostravam muito antes de Jesus ter vindo como homem que essa ideia, sobre Deus ser eterno, já existia ou pelo menos foi inserida nos personagens bíblicos a partir de uma espécie de revelação divina passada de geração a geração e posteriormente colocada de maneira escrita. Destaco aqui que, antes de termos a bíblia escrita esses conceitos eram passados de forma falada e é possível que os fatos registrados não sejam tudo o que foi revelado primeiramente, talvez por isso a falta de algumas informações. Dentro do que temos hoje destaco os seguintes textos:

Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração. Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus. Fazes os homens voltarem ao pó, dizendo: "Retornem ao pó, seres humanos! " De fato, mil anos para ti são como o dia de ontem que passou, como as horas da noite.” (Salmos 90:1-4 - NVI)

"Quem fez tudo isso? Quem chama as gerações à existência desde o princípio? Fui eu mesmo, o Senhor, o primeiro, que continuarei sendo, até mesmo com os últimos" (Isaías 41:4 - NVI)

Duas citações importantíssimas:

1 - Moisés perguntou: "Quando eu chegar diante dos israelitas e lhes disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês, e eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele? ’ Que lhes direi? " Disse Deus a Moisés: "Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês". (Êxodo 3:13,14 - NVI)

O fato de Deus existir desde sempre e ser único está demonstrado nesse versículo onde Ele mesmo se coloca como único Deus verdadeiro e pelo qual não foi criado nem mesmo nome, Deus, como chamamos, é um nome que o homem atribuiu a ele. Ele mesmo se chama de Eu sou, se referindo ao que ele é desde o sempre.

2 - Então o anjo que eu tinha visto de pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive para todo o sempre, que criou os céus e tudo o que neles há, a terra e tudo o que nela há, e o mar e tudo o que nele há, dizendo: "Não haverá mais demora! (Apocalipse 10:5,6 - NVI)

O anjo mostra que o mesmo Deus que criou o tempo como sentimos hoje é capaz de adiantar ele ou simplesmente definir que não haverá mais “demora”. Para isso seria necessário não apenas ser Deus, mas ter o controle sobre o tempo e o espaço.

Sobre o espaço a qual ele ocupa vemos que sua criação não é bastante para ele habitar, por isso aprendemos que ele está em todo o lugar, seria mais facilmente compreender se disséssemos que a sua criação é pequena para ele e de longe ele pode ver ela completa. É como pegar uma bolinha de gude em uma das mãos, de longe podemos ver toda sua estrutura, porém Deus de longe consegue habitar em toda sua estrutura, ver, ouvir e interagir com tudo que foi creado por ele.

Deus não apenas creou todas as coisas, ele interage com elas o tempo inteiro definindo o que elas irão fazer em alguns fatos da história, isso acontece o tempo todo e se caminha para a realização daquilo que ele mesmo definiu. Desde a eternidade Deus sabe o que vai acontecer e de fato para ele saber o que vai acontecer ele anteriormente precisa criar o caminho para isso, o que é como vemos hoje.Porém Deus já viu todas as coisas e é aí que partimos para a parte difícil desta teoria. Ele não apenas creou, viu e definiu. Ele faz o rumo de todas as coisas tornando assim e em partes o ser humano como parte de seus planos e direcionado nem sempre pela vontade humana, mas pela sua própria vontade. Seria o equivalente a dizer que algumas vezes as coisas acontecem como Deus definiu na eternidade, mesmo que o homem não queira e lute para isso não acontecer. Tais fatos não envolvem apenas o dia de nascer e morrer, envolver decisões a serem tomadas e acontecimentos importantes. É como um homem que criou um papel para fazer uma coisa que ele mesmo já sabia, ele faz o papel, definindo assim o tempo de vida do mesmo que antes não existia, usa o papel para aquilo que ele quer e depois faz o que bem entender dele, as vezes ele guarda para si, outras vezes ele é descartado.

Uma forma pré-determinada para Deus realizar aquilo que ele mesmo já sabe que vai acontecer é chamado de regras. Regras que definem um resultado anteriormente definido por alguém que as criou. Sobre isso vamos falar no ponto abaixo.

1 - Teologia sistemática – Strong  - 3ª Edição – Reimpressão: Julho 2010 – Pag. 483
2 - Teologia sistemática – Strong  - 3ª Edição – Reimpressão: Julho 2010 – Pag. 486

Regras – De modo geral

Difícil definir regra em seu modo original, creio que a melhor definição seria que regra rege o que vai acontecer e nós vemos regras agindo o tempo todo, elas definem que você será multado, ou não, que algo pode cair no chão ou não e como essas coisas podem acontecer. Regras são como contas matemáticas, algumas vezes criadas pelo homem que definem o que irá acontecer baseando-se em uma ação de ambos os lados, seria a soma de duas coisas ou de dois acontecimentos. Uma regra define o que acontece como resultado final.

Existem as regras humanas de simples compreensão e regras estabelecidas que podem ser previstas, mas não criadas pelo homem, por exemplo uma onda bate durante um tempo numa rocha e alguma regra criada em algum tempo define se essa rocha se parte ao meio ou se o mar faz com que a rocha reduza de tamanho conforme vai batendo nela. Esta é uma ação que envolve uma regra da qual não podemos ter certeza antes que aconteça, não pode ser prevista pelo homem. Também existem as regras de transito que define, por exemplo que você será multado ao passar pelo sinal vermelho, esta é uma regra criada pelo homem e pode ser prevista antes de acontecer.

A regra de modo geral pode ser definida como a soma de duas ou mais partes gerando um resultado estabelecido pelas forças envolvidas. Regras humanas podem ser previstas e regras gerais não podem ser previstas. Em alguns casos até mesmo as regras humanas não são previstas e acontece o que chamamos de milagres, onde pela regra geral, por exemplo, alguém deveria morrer, mas alguma coisa que redefine uma regra muda o resultado e tal pessoa não morre. O mundo e a existência de todas as coisas são regidas por regras, nós tentamos adaptar elas a nossa vontade, mas nem sempre conseguimos as escrever para dar um resultado desejado. É certo de que quase nunca conseguimos obter como regra o resultado que queremos e isso é um grande mistério, que vamos tratar aqui mesmo. Um exemplo: uma pessoa estuda durante anos, tem todas as matérias na cabeça e sabe responder de cór. No dia da prova, porém, esquece todas as respostas. Este acontecimento é muito impressionante porque me parece que alguém que define o resultado das regras muitas vezes prefere mudar elas para que o resultado seja de acordo com o que realmente precisa acontecer. Seria o equivalente a uma pessoa tentando sair daquilo que está definido para ela e no fim volta para o caminho a qual deveria estar desde o início.

Desse modo podemos pensar de forma diferente até mesmo a respeito de um acidente. Muitos de nós vemos um acidente como algo que não pode ser evitado, ou um acontecimento que ninguém esperava, porém, a soma de todos os fatores pode definir um acidente, fazendo com que um acidente seja muito mais do que algo que aconteceu sem se esperar, como se fosse ao acaso. Um acidente não acontece por acaso, é possível ver as regras agindo a favor ou contra um acidente e é possível definir se vai ou não acontecer uma fatalidade.

Por exemplo: suponhamos ter dois carros nas mesmas condições físicas, e ambos batam em locais idênticos ou podemos até definir que um bata em um local pior, pela regra poderíamos dizer que batendo a 30km por hora é possível que ele apenas se choque e algumas pessoas se machuquem ou até mesmo morram, porém uma regra superior e não pré-estabelecida pode definir que o carro que bateu em melhor condições pegue fogo enquanto no outro, que bateu de forma pior todos fiquem levemente feridos. Você certamente já ouviu sobre pessoas que deveriam ter morrido em acidentes, mas por algum motivo estão vivas ainda hoje. Esse movimento é o que me parece ser movido por regras divinas, ou seja, ele ultrapassa ou redefine as regras para que aconteça o que ele mesmo quer. Seja para o carro que pegou fogo ou para o que se salvou todo mundo.

Um acidente que é visto para nós como algo que aconteceu ao acaso, para o criador das regras gerais pode simplesmente significar o resultado desejado de um cálculo que nunca iremos entender.

Regras divinas – O criador dos resultados

Antes de definirmos este ponto, o ultimo da nossa teoria, precisamos deixar claro que homens podem sim realizar coisas por suas próprias regras. É um ponto bem complicado e me parece uma refutação necessária. Eu mesmo gravei todo o conteúdo desse pensamento em áudio, a respeito das regras divinas e da eternidade. Gravei por último uma refutação, sobre como o homem existe dentro dessas regras e se ele pode ou não viver verdadeiramente em cima de suas próprias regras, porém ao terminar o áudio o mesmo estava corrompido… não pude definir nem mesmo a refutação sobre o pensamento e alguma regra desconhecida por mim se mostrou superior, o áudio estava lá, mas não rodava ou salvava, simplesmente se corrompeu sozinho. De fato, fiquei com medo até mesmo de escrever sobre essa refutação e perder o que já havia escrito.

Mas sim, de certa forma, podemos fazer algumas coisas em nossas próprias regras. Por exemplo, eu defino se estou sentado ou de pé, a hora que vou ao banheiro ou a hora em que irei estudar, almoçar e coisas da vida humana, não todas. O problema nesse pensamento é que, ao executar uma regra minha eu já estou executando uma regra criada por outro ser. Ou seja, a regra que diz que eu vou ao banheiro não foi criada por mim… o mesmo se aplica ao almoço, jantar, sentar e levantar. Não fui eu quem criou a regra que diz se vou ou não ficar de pé para sempre. Sempre que minhas pernas se cansam, automaticamente a regra é descansar, eu não criei isso, apenas obedeço.

Se existem regras que regem o universo, fazendo com que cada planeta tenha a distância exatamente correta para não se afastar no espaço ou cair um em cima um do outro, podemos chegar à conclusão de que nós também somos regidos por regras, algumas previsíveis e até criadas pelo homem, outras não. E quem sabe até mesmo o conceito de regras seja herdado de um padrão principal, como se fosse um escritor zero, o princípio de todas as regras. Aquele que precisa existir antes delas para poder as criar. Isso explica o motivo de o curso da vida nem sempre corresponder com aquilo que pensamos ou desejamos. Terminando muito antes ou indo muito além do que se espera. Sobre o fato de existir regras regidas por um ser superior a elas, em teologia sistemática chamamos isso de Decretos e obras divinas. Sobre isso recorro novamente a Strong, minha referência sobre assuntos desta natureza.

Decretos são o plano eterno pelo qual Deus tornou todos os eventos do universo, passados, presentes e futuros. Observe a explicação: a) Os decretos são muitos somente para nossa compreensão finita; em sua própria natureza eles são apenas um plano que abrange não somente os efeitos, mas também as causas; não apenas os fins a serem assegurados, mas também os meios necessários para assegurá-los.” ¹

"A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais, de acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor," (Efésios 3:10,11 - NVI)
Esse propósito ou plano de Deus inclui tanto os meios quanto os fins, oração e resposta, trabalho e fruto.” (Strong)

A bíblia está cheia de textos revelando a vontade de Deus e as suas ações para que ela seja executada, talvez seja a única fonte de provas de que ele executa suas regras em todo o universo, envolvendo não apenas as coisas como também as pessoas. Temos nela exemplos de leões sendo acalmados quando deveriam devorar um profeta, em outro ponto temos o fogo não queimando alguns profetas e também em outro caso um rei do Egito sendo agitado pelo próprio Deus a não deixar o povo seguir a diante, começando assim uma perseguição que levou o povo ao deserto por quarenta anos, também sendo do plano divino para que o mesmo povo fosse purificado. Nesse processo muitos que não estavam inseridos no plano de Deus para o final daquela jornada foram mortos, pegos em diversas situações como culpados. Deus também deixa claro que algumas pessoas nunca darão ouvidos a sua mensagem, estes também fazem parte de suas regras, não apenas por negarem a Deus, mas por eles não estarem em seus planos para a salvação. Quer por Deus não ter escolhido eles ou por ele ter os conhecido desde a eternidade.

Strong continua sua defesa a respeito das regras divinas usando textos que dizem respeito a salvação e são muito usados a este favor. O que nos leva a entender que a salvação não é uma regra que pode ser mudada pelo homem, ou seja, não se define ser salvo ou não, ganhar ou perder a salvação não cabe a nós. Sobre esse fato creio que estamos muito acertados com a quantidade de textos disponíveis aqui no nosso blog. Citarei apenas um exemplo para constar em nossa teoria:

E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou. Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:27-31 - NVI)

Em nosso exemplo Paulo tinha a revelação sobre a escolha de Deus para a salvação, e ele nomeia isso como “aqueles que de antemão conheceu” indicando o conhecimento de Deus sobre o ser humano antes mesmo deste ter sido criado no mundo. Como ele mesmo sabe o antes, sabe também o fim e não apenas o sabe como já tem definido desde sua eternidade ou mesmo desde a criação, é possível que o fim de uma criação seja definido no ato da criação e não dependente do decorrer da história. Por exemplo, um copo descartável já é criado para ser “descartado” após o uso. Para isso suas leis o levam a chegar no fim que previamente criado, já que ele mesmo enxerga o passado, presente e futuro ao mesmo tempo. Indica ainda no fim do texto que se Deus já determinou este resultado, salvo, ninguém pode fazer ele voltar atrás. O que foi definido na eternidade não pode ser mudado, exceto por ele mesmo. Sim ele mesmo pode fazer mudanças no tempo e de fato o que vemos hoje não pode nem mesmo ser considerado como real, já que ele mesmo pode voltar, mudar e continuaremos acreditando que estamos vivendo a continuação normal de nossa vida.

Podemos pensar ainda que vivemos o espaço de tempo entre o início da criação de Deus e o fim já estabelecido, neste espaço de tempo entre o início e o fim estão os humanos, os anjos do Senhor e o próprio satanás, que mesmo sabendo do seu futuro não o pode ver, apenas Deus conhece o que existe nas extremidades da sua criação e isso é fantástico. [Citação posterior].

Deus tem o tempo em suas mãos e todos os acontecimentos dele em seus cuidados. Vemos ele mudando o curso natural da sua própria regra, ou providencia mostrado em 2º Reis 20 onde vemos o rei Ezequias recebendo a notícia de que não sobreviveria à doença que tinha. Após receber a notícia pelo profeta Isaias o rei ora ao Senhor que muda os seus planos, muda aquilo que ele mesmo já havia estabelecido e decide dar ao rei mais quinze anos de vida, e vai mais além mostrando a ele que as palavras do profeta eram verdadeiras voltando o próprio tempo: “Disse Ezequias: "Como é fácil a sombra avançar dez degraus, prefiro que ela recue dez degraus". Então o profeta Isaías clamou ao Senhor, e este fez a sombra recuar os dez degraus que havia descido na escadaria de Acaz.” (2 Reis 20:10,11 - NVI). [Dez graus seria o equivalente a quase 12 horas – citação posterior]

O que temos em defesa deste incrível controle é que nos foi revelado que tudo o que ele faz coopera para o nosso bem, Deus não está jogando um game de criação de mundo, ele realmente leva a sério aquilo que criou, para onde vai e como iremos chegar ao fim que ele mesmo já definiu. Esse pensamento é importante porque muitos ateus usa o fato de Deus saber de todas as coisas para tentar convencer cristãos de que isso é ilógico e irreal, um Deus que sabe das guerras e não pode parar todas elas, por exemplo. Mas sabemos que até os acontecimentos ruins podem ser da vontade divina e sim ser regras que levam a realizar a sua própria vontade que consequentemente vai a favor dos seus filhos.

Porém o mesmo não pode ser aplicado ao pecado. A única coisa que podemos definir é que Deus não usa o pecado, ele simplesmente o permite. Conhecendo os seus resultados em seus filhos, como no exemplo da parábola do filho pródigo onde vemos o pai que sabia dos riscos de deixar o filho sair de casa e mesmo assim permitiu que ele o fizesse. Talvez ele faça para nos provar quem somos e pode ser que ele tenha se surpreendido quando Eva se deixou levar pelo pecado, talvez não. O mais provável é que ele mesmo permita que o pecado trabalhe na humanidade para diversos fins diferentes que não poderíamos citar aqui, mas dizer que ele pratica o pecado ou insere o pecado no coração do homem seria ir contra o que a bíblia ensina de Genesis a Apocalipse.

Porém parte de suas regras são executadas quando ele permite que o homem se torne cego pelo seu próprio pecado e assim execute ele mesmo a sua condenação, sendo assim fazendo-se valer o que Paulo nos ensina: O salário do pecado é a morte.

Então, se Deus realmente molda todos os tempos e se ele mesmo definiu o curso do que chamamos tempo, qual seria a opção mais viável ao ser humano?

Para chegarmos a uma resposta eu gostaria de mostrar mais uma prova física de que algumas regras são de origem superior a nós, humanos. Segure um lápis sobre uma mesa plana, de forma que ele caía em seguida. Solte-o e me explique o porquê você acha que ele caiu para a esquerda ou direita. Qual regra define que ele precisa realmente cair e qual o motivo de ele cair para o lado que caiu? Depois disso explique o motivo de ter caído. No final você simplesmente aceitará que ele caiu para o lado que tiver caído, pelo motivo que fez ele cair e por que alguma regra física ou não define que isso sempre acontece, solte-o duas vezes, será que ele cai na mesma direção?

A única coisa que o ser humano pode fazer é conhecer os planos divinos, entender para onde eles estão indo e isso só pode ser notado com muita observação e paciência. Devemos sim, orar, pedir, mas acima de tudo entender que se alguém escreveu essas regras o melhor que pode acontecer é assistir elas se realizando. Novamente digo, não precisamos deixar de interagir com o criador de todos os resultados, precisamos fazer isso enquanto aceitamos os seus resultados como superior àquilo que vemos e compreendemos.

Citarei um último texto bíblico para esta conclusão:

“Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.” (Efésios 5:15-17 - NVI)

A medida que vamos conhecendo a vontade de Deus temos segurança em pedir, escolher ou aceitar. Isso porque temos a sensação de que fazemos as escolhas certas e muitas vezes elas são confirmadas por Deus. Em alguns casos até mesmo nos surpreendendo em seus resultados, outras nos mostrando que aquilo que escolhemos não era a melhor opção. Por exemplo, hoje eu sou uma pessoa feliz, tenho pessoas que me amam e posso dizer que minha vida é boa, porém anos atrás não era esse o percurso que eu desejava. Em minha visão eu estaria fazendo outras coisas, vivendo de outro modo. Porém a vontade de Deus se revelou muito superior e eu apenas assisti as coisas acontecendo, do jeito que elas previamente foram estabelecidas e após bater a cabeça algumas vezes eu as aceitei, não sei se seria feliz com o que eu anteriormente desejava, mas tenho certeza de que sou feliz com o que Ele mesmo preparou para mim e isso me dá uma segurança ainda maior sobre o meu futuro aqui na Terra e uma certeza de uma eternidade ao lado dele.

A teoria de que Deus controla todas as regras, molda e transforma-as para seu próprio resultado assusta apenas pessoas que desejam viver à sua própria vontade, mal sabem elas que isso também faz parte de uma regra muito superior e anteriormente definida. Desejo que este não seja você, meu irmão!

1 - Teologia sistemática – Strong  - 3ª Edição – Reimpressão: Julho 2010 – Pag. 617


ATENÇÃO - O CONTEÚDO AINDA NÃO TERMINOU.

Ouça minhas anotações em áudio que levaram a esta teoria:
Clique no botão de play e aguarde a transmissão:



Dados do áudio:
música 1 e 3:
Song: The Voice of the Forest
Copyright © BrunuhVille

música 2:
Relaxing Celtic Music - Autumn Forest

copyrighted by Adrian von Ziegler.

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