sábado, 14 de dezembro de 2013

Cristianismo prático

Vivendo em sociedade para mostrar a glória de Deus.

Através da morte e ressurreição de Cristo temos a oportunidade de desfrutar de uma vida em abundancia e a garantia de que muito mais nos aguarda após esta pequena e passageira estadia na Terra, a carta aos Hebreus nos mostra uma espécie de cristianismo libertador e criador de laços entre o criador e a criatura através do elo que Jesus criou ao se entregar por nós, graças a sua incrível contribuição podemos afirmar com toda certeza que temos:

Vitória sobre a morte pelo pecado! Graças ao sacrifício de Jesus podemos ter certeza de nossa vida com ele e certos de que viveremos para sempre ao seu lado, nas palavras de Jesus esta realidade é expressa mostrando que “Eu [Cristo] sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso? (Jo.11.25 NVI) enquanto o autor de Hebreus chega a conclusão de que “assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam” (Hb. 9.28 NVI). Portanto aquele que atendeu ao chamado de Jesus, tem acesso às mesmas promessas feitas por Cristo e expressas pelo autor de Hebreus, há ainda outra característica referente ao novo homem nascido no Reino de Deus.

Acesso direto a Deus através de Jesus!  Em Hebreus somos chamados com toda ousadia a “entrar no Lugar Santíssimo pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo.” (Hb.10.19 NVI) Nas palavras de Jesus esta realidade se torna mais nítida e vívida, “Sim, esta é a vontade de meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo. 6.40,44 BJ) ou seja, aquele que está ligado ao Filho está totalmente ligado ao Pai, portanto temos a certeza de que, nas palavras de Paulo [31] Depois disto, que nos resta a dizer? Se Deus está conosco, quem estará contra nós? [38] Pois estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, [39] nem a altura, nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.(Jo. 8.31;38-39 BJ).

Todas estas informações são retransmitidas através do autor de Hebreus e gera em nós cristãos um certo conforto, porém há outro nível tratado pelos autores bíblicos e destacado aqui pelo livro de Hebreus que diz respeito ao que fazer com tantas vantagens, o que temos em Cristo e o que fazer após recebermos verdadeiramente todas estas incríveis condições? Ser cristão é apenas receber bênçãos e aguardar a próxima ou os seus chamados tem utilidade para Deus? Recebemos de Deus um Reino inabalável o qual todos os que estão em Cristo fazem parte e nas palavras de Hebreus, isso nos torna responsáveis não apenas por um novo Reino e sim por aqueles que ainda não fazem parte. Ou como diz o autor:

"Visto que recebemos um reino inabalável, guardemos bem esta graça. Por ela, sirvamos a Deus de modo que lhe seja agradável, com submissão e temor. Pois o nosso Deus é um fogo abrasador! O amor fraterno permaneça. Não vos esqueçais da hospitalidade, porque graças a ela alguns, sem saber, acolheram anjos. Lembrai-vos dos prisioneiros, como se vós fôsseis prisioneiros com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo! O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros. Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Contentai-vos com o que tendes, por­que ele próprio disse: Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei." (Hebreus 12.28-13.5 BJ).

A igreja cristã tem passado por momentos diferentes em nossa época. Não somos perseguidos como antigamente, mas continuamos sendo perseguidos, desta vez de forma intelectual por pessoas que sabem definir questões chave com o intuito de derrubar o próprio conceito cristão, por isso a ideia final do autor parece-me tão atual, porque ela ajusta aquilo que nós estudamos, ouvimos ou cantamos e nos chama a aplicarmos à nossa vivência como um fato cristão, algo natural e que deveria ser comum entre os membros deste reino. A começar pelos versículos iniciais onde somos lembrados de que devemos com isso prestar culto agradável e vivermos com submissão e temor!

O cristão moderno se vê antes de tudo parte de uma sociedade carente de uma solução verdadeira para o sofrimento e de certa forma não apenas vivemos nessa sociedade, mas fazemos parte dela. Não podemos negar e fechar os olhos para todo o sofrimento que tem passado aqueles que ainda não foram tocados por esta incrível salvação e por isso nossa responsabilidade com os demais é ainda maior do que as autoridades governamentais e de outras instituições. Enquanto os governos mundiais tentam acabar com a violência, a falta de alimento e o desespero daqueles que são desqualificados pela própria sociedade e muitas vezes pelos próprios governos, nós, os que foram chamados das trevas para a luz e que temos tão somente acesso direto ao único Deus capaz de libertar e salvar o homem podemos oferecer através de nossa participação ativa na sociedade, seja em que área estiver atuando, uma solução única, verdadeira e definitiva ao sofrimento causado pelo descuido dos homens e pelo abandono da mesma sociedade que os tenta proteger.

A forma como o autor nos chama a viver nos coloca muito parecidos com Jesus, porque assim como Jesus foi, ele nos chama a sentir as dores daqueles que sofrem, viver o amor paternal e buscarmos uma vida de santidade e de libertação dos prazeres que ao invés de nos guiar para frente nos arrastam para trás, tais como o amor ao dinheiro, o adultério e a fornicação.

Em outras palavras, mais claras e concisas, somos chamados a amar nossos semelhantes, vivermos em santidade e através de nossa vivência dentro da sociedade como um todo, sentir a dor do próximo e lutar para que eles possam vencer e não somente nós, como tem sido pregado em muitas igrejas, afim de que através desta vivência seja revelado a glória de Deus alcançando assim outros que estão adormecidos num mundo de dores. Vivam em comunidade, Deus instituiu estas comunidades porque Ele Reina de geração em geração, e dentro destas sociedades mostrem todo amor mostrado por nós quando estávamos presos em nossos pecados e destinados à morte eterna e como antes fomos chamados pelo Espírito Santo, assim também possamos ser veículo do mesmo Espírito a despertar outras vidas para a Salvação tão esperada e ansiosamente buscada e o Espírito de amor, libertação e paz nos acompanhará durante nossa momentânea estadia nesta Terra!


Em Cristo, Devair da Silva Eduardo.

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