terça-feira, 4 de julho de 2017

O Deus Feroz

O Deus feroz

A visão mais proliferada de Deus na atualidade tem haver com amor e misericórdia. Visão disseminada por um povo dividido em pelo menos duas classes, senão três. Aqueles que usam da imagem sempre bondosa e milagrosa de Deus para obter algum lucro com a religiosidade, aqueles que se sentem ameaçados diante de uma sociedade apática a Deus e a tudo que ele ensina na bíblia e tenta amenizar essa visão mostrando apenas a bondade e o amor dEle para assim tentar convencer o máximo de pessoas possível e aqueles que de forma parecida sentem medo de como pode ser mostrar o lado mais duro e feroz de um Deus que age com justiça e puni aqueles que atravessam seu caminho sem ouvir as suas palavras. Porém, abrindo a bíblia nós temos acesso a visão de um Deus que pode ser tanto humilde e amoroso, tardio em irar-se quanto um Deus feroz e determinado a aplicar sua justiça àqueles que não ouvem suas palavras e o desprezam como se fosse um deus de barro ou uma invenção humana. O Deus de justiça e ferocidade é constantemente atacado por ateus no mundo todo como culpado por atrocidades e mortes na atualidade, mas será mesmo que essa culpa pode ser aplicada ao criador do céus e Terra? Será que Ele como criador pode ser atacado e culpado por sua criatura? Diante disso vemos cristãos que com medo dos inimigos de Deus, temem por suas vidas e assim deixam de fazer aquilo que o próprio Deus, o Deus de amor e guerra ordena para os seus escolhidos. Como uma vitória psicológica os inimigos de Deus fizeram os seus filhos murcharem sem uma resposta ao que acontece na história e na atualidade, mas isso não precisa ser o fim. Podemos aprender mais com este Deus verdadeiro e usar isso a nosso favor, nos deixar mais encorajados a enfrentar as diversidades da vida e nos tornar mais fortes para continuar até que Ele mesmo coloque os seus inimigos abaixo dos seus pés.

Se fizermos uma comparação entre a ferocidade humana e a divina veremos que o homem age por próprio instinto e temos diversos exemplos na história da terra. Até mesmo os piores casos de guerra atuais são consequências de pessoas que agem por conta própria, alguns desses casos infelizmente são atribuídos a Deus, mas precisam ser separados para serem compreendidos. Deus não age como o homem e as piores histórias da terra são feitas por homens que não ouviam as palavras de Deus e, portanto, não podem culpa-lo em nada do que aconteceu. Acontece que no mundo as pessoas são vítimas delas mesmas e quando isso acontece elas não buscam a Deus para se livras e sim outras pessoas como elas que geralmente assumem o poder e cometem os mesmos erros. É como confiar na política para salvar o Brasil. Saem os corruptos e entram outros para continuar o ciclo de corrupção bem previsível entre os homens. Sendo assim não temos o direito de culpar um Deus por conta dos nossos atos, afinal Deus não age como nós e quando não buscamos agir como Ele o resultado é sempre catastrófico. De forma geral as maiores atrocidades e atitudes detestáveis são consequência do próprio pecado.

Temos exemplos na bíblia de pessoas no poder agindo de forma cruel e feroz, geralmente contra o próprio povo e na maioria dos casos contra o povo de Deus. Certa vez o rei Nabucodonosor enviou um recado ao próprio povo dizendo do seguinte:
Quando ouvirem o som da trombeta, da flauta, da cítara, da lira, da harpa, do pífaro e de ouros instrumentos musicais, prestem-se no chão para adorar a estátua de ouro levantada pelo rei Nabucodonosor. Quem não obedecer será lançado de imediato na fornalha ardente! ”. Portanto, ao som dos instrumentos musicais, todos, não importando sua raça, nação ou língua, se prostraram no chão e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor havia levantado. Alguns dos astrólogos, porém, foram ao rei e denunciaram os judeus. ” (Daniel 3.5-8 – NVT)

Babilônia foi um reino que desde o início tentou ser grande e bem vista pelo resto do mundo. Logo no inicio tentou ser a maior cidade do mundo, relato que temos em Gênesis 11: “Venham, vamos construir uma cidade com uma torre que chegue aos céus. Assim, ficaremos famosos e não seremos espalhados pelo mundo”. E de fato era uma cidade bastante evoluída, porém agiam de forma cruel contra aqueles que não aceitavam suas regras. Em contraste vemos que Deus permitia que os povos não o adorassem, apesar de serem excluídos de suas bênçãos, aqueles que foram exterminados por Deus sofreram apenas quando atrapalharam seus planos, ameaçavam seus filhos ou agiam de forma tão pecaminosa que provocavam a ira divina. É importante lembrar que, embora Deus permitisse essa atitude de rebeldia todos estes povos estão excluídos das bênçãos vindouras por ter escolhido adorar deuses criados pela mente humana. Na atualidade temos péssimos exemplos de governantes agindo da mesma forma e até mesmo uma cultura de idolatria onde quem está dentro está salvo, mas quem não concorda é esquecido ou até mesmo exterminado, essas coisas não acontecem apenas por que Deus permite. É uma das consequências do pecado.

Quanto ao povo de Deus envolvido nesse processo, seja hoje ou no passado nós vemos um Deus que luta com aparente fúria fazendo com que todos os seus inimigos sejam de uma só exterminados, sendo que, antes de isso acontecer ele deixa vários motivos para que este povo rebelde não pereça, mas se arrependa e seja salvo. No final das contas, entrar contra Deus e os seus é o mesmo que estar morto antes de começar a batalha. O que diremos então daqueles filhos de Deus que morreram?  Estão todos vivos (Mateus 10.28). Estes, os que temiam ao Senhor e foram mortos por amar Ele e os demais que aguardaram a volta de Jesus enquanto viveram na terra estão separados para o grande dia, aquele dia em que Deus irá revelar sua ira de forma completa como descrito: “Depois disso, vi uma imensa multidão, grande demais para ser contada, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do cordeiro. Usavam vestes brancas e seguravam ramos de palmeiras. E gritavam com grande estrondo: “A salvação vem de nosso Deus, que está sentado no trono, e do cordeiro! …. Então um dos anciãos me perguntou: “quem são estes vestidos de branco? De onde vieram? ”. Eu lhe respondi: “Senhor, tu sabes”. E ele disse: “São aqueles que vieram da grande tribulação. Lavaram e branquearam suas vestes no sangue do cordeiro”. ” (Apocalipse 7.9-10, 13-14 – NVT)

Portanto temos a segurança que mesmo sofrendo em nosso tempo não morreremos para sempre e estaremos vivos aqui ou com Deus no céu. Passaremos então a algumas sinceras demonstrações de como Deus na história bíblica agiu com justiça e fúria contra aqueles que se tornam inimigos seus e do seu povo.

1 – O Grande Dilúvio (Gênesis 6-7)

Houve um período misterioso na terra, não temos muitos detalhes além dos contados por Moisés que eu acredito serem pouco perto do que realmente pode ter acontecido. Neste ponto a humanidade havia se desenvolvido e viviam a muitos séculos após a queda de Adão e Eva, fico pensando se não milênios após isso já que Moisés só recebeu uma parte importante sobre o acontecimento. É possível que a humanidade tenha chegado até mesmo ao que somos, com todos os avanços e quem sabe as mesmas ou melhores tecnologias, mas o fato que impressiona é que após todos estes anos, séculos ou quem sabe milênios esta população se afastou de Deus de forma que apenas a família de Noé era temente a Deus. Isto fez com que Deus se arrependesse de ter criado e colocado o homem na terra, como temos no relato de Moisés:
O Senhor observou quanto havia aumentado a perversidade dos seres humanos na terra e viu que todos os seus pensamentos e seus propósitos eram sempre inteiramente maus. E o Senhor se arrependeu de tê-los criado e colocado na terra. Isso lhe causou imensa tristeza. O Senhor disse: “Eliminarei da face da terra esta raça humana que criei. Sim, e também destruirei todos os seres vivos: as pessoas, os grandes animais, os animais que rastejam pelo chão e até as aves do céu. Arrependo-me de tê-los criado”. Noé, porém, encontrou favor diante do Senhor.” (Gênesis 6.5-8 – NVT)

Certamente você poderia atribuir culpa a Deus por ter acabado com toda vida na terra deixando apenas uma família que prestavam culto a Ele, porém toda esta geração veio de Adão e Eva e, portanto, eram adoradores de Deus em algum momento da história. Abandonando-o por vontade própria e seguindo os seus próprios pecados. Não temos acesso a documentos mostrando o quanto Deus tentou trazer esse povo de volta, o quanto Noé pregou ou se ele o fez a fim de que aquela geração pudesse se arrepender e voltar ao Deus verdadeiro, o que vemos aqui é um Deus vendo sua própria criação seguindo o curso contrário àquilo que ele tinha definido para a raça humana. Provavelmente ele tenha tentado já que demonstra tamanha tristeza e arrependimento ao ver sua criação definitivamente entregue ao pecado tornando-se assim uma verdadeira ameaça para a criação divina. Eu chamo esse evento de Reset, quando algo que criamos não dá certo e precisamos começar novamente. Podemos dizer então que Deus matou inocentes no evento do dilúvio? Creio que não, senão eles teriam pelo menos se arrependido e voltado ao caminho verdadeiro. Também sabemos que a sua perversão foi tamanha que fez com que um Deus se arrependesse de tê-los criados.


2 – A guerra dos 300 (Juízes 6-8)

A guerra dos 300 deu início com o fato de o povo de Israel ter pecado contra Deus, não apenas uma vez. Eles estavam se voltando para o pecado e “Por isso, o Senhor os entregou nas mãos dos midianitas durante sete anos. Os midianitas eram tão cruéis que os israelitas fizeram para si esconderijos nas montanhas, nas cavernas e nas fortalezas. ” (Juízes 6.1-2 – NVT). Aqui vemos Israel adorando outros deuses e sendo duramente castigado por Deus. Primeiro ele os entregou nas mãos dos midianitas que os maltratou tanto que eles tinham suas plantações destruídas constantemente para que isso os levasse ao caos e à destruição, mas Deus estava observando o tempo todo e assim que o seu povo voltou a clamar por socorro…
Os midianitas reduziram Israel à mais absoluta pobreza, e o povo pediu socorro ao Senhor. ” (Juízes 6.6 – NVT)

De forma geral Deus sempre vai castigar o seu povo aqui na terra, não porque ele sente prazer ou porque ele é mal, mas porque o povo de Deus sempre aprende da pior maneira, e Deus nunca vai mudar sua forma de agir, ainda agora ele faz as mesmas coisas, mesmo tendo Jesus como nosso salvador. Um fato que devemos levar em consideração aqui é que Deus não apenas castigou severamente o povo de Israel que a esta altura estava adorando Baal e Aserá, ele estava também subjugando outros povos que agiam de forma contrária à sua vontade, é possível que a corrupção destes povos tenha provocado a ira de Deus e ele faz aqui um jogo muito comum. Primeiro usou um povo cruel para castigar o povo, para que Israel se voltasse a ele e depois usou Israel para mostrar aos povos vizinhos que um Deus verdadeiro estava os observando. Por isso, ao invés de permitir que Israel e seu exército de aproximadamente vinte e dois mil homens lutasse e vencesse ele os reduziu a trezentos, para assim mostrar aos povos vizinhos quem ele era e também, como descrito pelo autor “Se eu deixar todos vocês lutarem contra os midianitas, Israel se vangloriará diante de mim, dizendo que se libertou por própria força.” (Juízes 7.2b – NVT). Assim ele retoma a ideia de um povo depender unicamente de Deus e não das suas próprias forças, como nós ensinamos hoje nas igrejas e como Jesus ensina em grande parte dos evangelhos.

Deus fez com que trezentos homens enfrentassem exércitos que cobriam vales inteiros, estavam ali guerreiros de Midiã, Amaleque e outros povos do leste e foi escrito que eles “cobriam o vale como nuvem de gafanhotos. Seus camelos eram tão numerosos como os grãos de areia da praia, impossíveis de contar.” (Juízes 7.12 – NVT). Com uma narrativa que deixa qualquer episódio de Game of Thrones no chinelo vemos que Deus fez os exércitos inimigos ficarem tão amedrontados que lutaram entre si e grande parte acabou morrendo em campo sem lutar contra nenhum dos trezentos guerreiros de Gideão.

Vemos aqui Deus aplicando sua justiça no povo de Israel e julgando povos vizinhos que seriam, de um jeito ou outro, julgados por não darem ouvidos a Deus e adorarem falsos deuses. Diríamos que ele foi injusto? Não, talvez se você fizesse parte do lado inimigo e jamais quisesse dar ouvidos ao chamado de Deus, sofrendo a condenação que estava prevista e era conhecida se sentiria injustiçado ainda que isso não reduzisse a sua pena por ser idólatra e amante do pecado. Porém o seu próprio comportamento justifica qualquer ação de Deus contra você mesmo e isso retira de Deus qualquer acusação, ele está executando sua justiça como sempre foi anunciada que faria. Poderíamos culpar Deus por cumprir o que sempre disse que faria? Não seria mais óbvio mudar nossa própria direção e fazermos parte da sua família?

3 – Elias e os profetas de Baal (1 Reis 17)

Muito conhecido pela maioria dos cristãos como o profeta que esteve em depressão, Elias foi um dos mais notáveis da história no Antigo Testamento, seus atos incluem profetizar contra uma nação inteira devido o pecado de seu líder Acabe, salvar a vida de uma viúva que passava fome e ser levado ao céu por um redemoinho. Antes de ser levado embora, porém, Elias enfrentou sozinho e em duas etapas os profetas de Baal e Aserá no monte Carmelo onde primeiro desafiou os profetas do deus falso a clamarem a baal para descer fogo do céu e queimar assim uma oferta feita no local.
Por volta do meio-dia, Elias começou a zombar deles: “Vocês precisam gritar mais alto”, dizia ele. “Sem dúvida ele é um deus! Talvez esteja meditando ou ocupado com outro lugar. Ou talvez esteja viajando, ou dormindo, e precise ser acordado!” Então gritara mais alto e, como era seu costume, cortaram-se com facas e espadas, até sangrarem. Agitaram-se em transe desde o meio-dia até a hora do sacrifício da tarde, mas não houve sequer um som, nem resposta ou reação alguma.” (1 Reis 18.27-29 – NVT)

Aqui nós vemos a fúria de um Deus prestes a castigar os falsos profetas que levaram o povo de Deus à idolatria e incluíram novamente o culto a Aserá e Baal no meio deles, porém, além do juízo divino ele está mostrando motivos práticos para não crermos em deuses criados pela mente humana, como aqueles 850 profetas faziam. A correção aqui era punitiva para os falsos profetas e corretiva para o povo de Deus, novamente ele faz duas coisas de uma só vez. Enquanto todo povo assistia os falsos profetas falharem e provavelmente se sentirem envergonhados, Elias ordena que se faça buracos em volta do altar e o encha com água, dificultando ainda mais a possível ação de um Deus, caso ele não fosse poderoso suficiente. Estou citando apenas uma parte da narrativa bíblica para mostrar que Deus sempre se mostra ao seu povo e consequentemente a outros povos que estão por perto. Era muito provável que no momento daquele ritual existissem pessoas de outros povos, mesmo que o texto narre apenas o povo de Israel, isso acontece porque o foco aqui é o povo de Deus. É pouco provável que o fato ocorrido não tenha chegado ao conhecimento de outros povos e nações. Elias naquele mesmo dia mostrou quem é o nosso Deus ao clamar por ele e ter decido do céu fogo suficiente para queimar todo o altar com a água e o novilho. Após mostrar ao povo quem era o seu Deus ele exterminou todos os 850 profetas, como diz o texto: “Então Elias ordenou: “prendam todos os profetas de Baal. Não deixem nenhum escapar!”. O povo os prendeu, e Elias os levou para o riacho de Quisom e ali os matou. ” (1 Reis 18.40 – NVT). As mesmas coisas acontecem hoje, ainda que poluída de tantos falsos profetas é bem óbvio que Deus age no meio do seu povo e muitos que anda não tomaram uma decisão com Ele sentem medo só de imaginar que um dia ele irá voltar!

Destaco novamente que apesar de o povo de Deus sempre sofrer por opressão política e guerras terríveis, ao clamar pelo socorro divino Deus os ouve com tamanho poder que nenhum de seus inimigos até hoje ficaram vivos, essa é uma vitória que poucos comemoram e isso porque quando Deus executa sua justiça até mesmo os seus filhos sentem medo! E é possível que se víssemos isso hoje sentiríamos pena de nossos inimigos. Então, porque o povo de Deus se sente tão acuado nos dias de hoje na batalha contra o satanás e em favor do que Jesus mandou que fosse feito? Existe por acaso algum motivo para que ficássemos em casa com medo de falar sobre perdão, pecado e salvação ou condenação? Quero deixar claro aqui que nossa mensagem não deve ser exclusivamente sobre pecado e condenação, porém pregar a salvação pela graça e o arrependimento sem tocar no assunto é um tanto quanto estranho já que um dos lados excluí o outro. A regra geral adotada atualmente é que tudo é relativo e quase nada é pecado, certamente um erro grotesco de uma teologia que se preocupa mais com os números do que com a verdade, mais com os riscos do que com o céu e absolutamente isso não reflete em nada o que Jesus fez na terra enquanto estava cumprindo seu ministério.


Talvez vejamos Jesus não como ele é descrito no Novo Testamento e sim como alguns líderes querem nos mostrar. Mas, comparado ao antigo testamento o Deus apresentado no novo é quase o contrário, o que geralmente causa conversas desnecessárias entre os menos instruídos. Deus não deixou seu temperamento feroz, ele começou a tratar o homem de dentro para fora, mas com a mesma ferocidade de sempre. Se anteriormente ele os matavam e os enviavam ao inferno, agora ele os despedaça espiritualmente e os deixa vivos para verem que estão de fora de seus planos.

Basta lembrarmos de Jesus chegando ao templo quando ele viu o que acontecia no local “fez um chicote de cordas e expulsou a todos do templo. Pôs para fora as ovelhas e os bois, espalhou as moedas dos negociantes no chão e virou as mesas” (João 2.15 – NVT) ou ainda quando ensinando aos discípulos sobre a missão aqui na terra disse as marcantes palavras: “Não imaginem que vim trazer paz à terra! Não vim trazer paz, mas a espada. Vim parar pôr o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra. Seus inimigos estarão em sua própria casa”. (Mateus 10.34-36 – NVT) – Quando disse tais palavras ele se referia à divisão entre aqueles que se dedicariam a Deus em contraste àqueles que o negariam, tais pessoas estariam próximas, como vemos hoje em nossa sociedade. Estas não foram as únicas palavras afiadas do mestre, apenas algumas para que você veja que mesmo não combatendo em corpo ele estava presente em palavras e estas muitas vezes mais afiadas do que uma espada. Bem longe da visão de um homem triste e cabisbaixo como algumas imagens tentam mostrar existe um Deus tão feroz quanto amoroso, que não perde tempo com seus inimigos quando estes entram em seu caminho, ele está vivo hoje tanto quanto esteve na época do Antigo Testamento! Basta quinze minutos de leitura do livro Apocalipse para notarmos que o que os espera no futuro será muito pior do que o presente e isso não é para que fiquemos acuados e amedrontados, esta vitória pertence a mim e a você que sofre, mas não desiste, que é constantemente atacado, mas nunca será derrotado!

Talvez a demora seja justamente para mostrar ao povo que ainda não o conheceu quem ele é, como acontecia nos tempos em que suas histórias chegavam a outros povos e outras nações e que chegou a se mostrar salvífica em alguns casos. É o que Pedro entendia quando pensava no tempo de Deus, na aparente demora em aplicar seu julgamento no mundo, um tempo para que alguns destes “inimigos” pudessem perceber que estavam errados e quem sabe serem salvos por ele.
E lembrem-se de que a paciência de nosso Senhor permite que as pessoas sejam salvas.” (2 Pedro 3.15a – NVT)

O Deus feroz hoje!

Temos por certo que Deus no antigo testamento é o mesmo mostrado no novo e continua protegendo e agindo no meio do seu povo. Mostrando que nos protege quando estamos ameaçados e nos castigando e ensinando quando merecemos, talvez esta seja a marca da justiça que mais assusta, apesar de nos amar com amor eterno quando precisamos aprender sentimos o quanto ele pode ser sério e feroz, sem nos abandonar ou nos destruir, mas nos ensinando muitas vezes no meio do caos e extinguindo nossos inimigos quando se mostram uma ameaça para o seu povo. E isso não é tudo que Ele irá fazer, muito em breve ele voltará e terminará o que começou.
Ele age ainda hoje, não mais do que no futuro quando exterminará todos os que não quiseram o ouvir, dando tempo a eles para que nenhuma de suas ações seja injustificada, mas sim elemento de justiça divina contra um povo que se comporta de forma rebelde desde o início.

Se preciso de testemunho para um final que te passe confiança, ele mesmo venceu todos os meus inimigos, fazendo com que eu e minha família crescesse e enfrentasse todos os desafios desde o início com a certeza de que nós nunca estaríamos sozinhos. Por isso estamos aqui, enquanto as pessoas que se levantam contra nós foram esquecidas. Não apenas demonstrando isso com nossos inimigos, mas muitas vezes permitindo que passássemos dificuldades a fim de nos preparar e nos colocar de volta nos seus caminhos e cada passo vencido nos tornou ainda mais fortes.
Nós estamos sempre protegidos, essa é uma certeza que ninguém pode nos tirar, outros, porém, estão à mercê deste mundo e do julgamento que muito em breve será realidade absoluta no meio deles e por mais que sentimos não será possível atrasar ou evitar o que virá pela justiça de Deus. O que faremos então? Bom, temos hoje para tentar evitar e quem sabe, como diz Pedro, salvar alguns. Este o ministério Ele deixou para nós, indo e pregando as boas novas do evangelho, antes que seja tarde demais.

Que esta pequena demonstração de amor e fúria faça de você mais forte, sabendo que Ele sempre nos ouve e age em nosso favor, seja nos protegendo ou nos ensinando. Não tenha medo! Diante disso não há motivos para temer o que nos pode acontecer, nada é mais forte do que ele e ninguém que se levante contra ele ou um dos seus filhos conseguirá vitória!


"Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles. Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Se o nome de alguém não foi encontrado no livro da vida, este foi lançado no lago de fogo." (Apocalipse 20:11-15 - NVI)

Em coragem, Devair S. Eduardo!


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