terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Entre nós dois - Série: Palavras do Mestre 05

Entre nós dois

Jesus sempre quis um contato pessoal com seus seguidores e consequentemente vemos um Deus que deseja o mesmo. Vemos isso na imensa intimidade entre Deus e o seu povo durante toda a história registrada no antigo testamento. Ele estava sempre presente e em contato extremo com seu povo.

Abraão teve contato pessoal Deus, onde até mesmo clamou para que ele mudasse os seus planos a respeito da destruição de Sodoma e Gomorra:

“1 - O Senhor apareceu a Abraão perto dos carvalhos de Manre, quando ele estava sentado à entrada de sua tenda, na hora mais quente do dia.; 17 - Então o Senhor disse: "Esconderei de Abraão o que estou para fazer? 23 - Abraão aproximou-se dele e disse: "Exterminarás o justo com o ímpio? 24 - E se houver cinquenta justos na cidade? Ainda a destruirás e não pouparás o lugar por amor aos cinquenta justos que nele estão? 26 - Respondeu o Senhor: "Se eu encontrar cinquenta justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles". (Gn. 18 - NVI) (Gn. 18 - NVI).

Jó esteve com Deus quanto este o chamou para dar algumas explicações a respeito da vida e da sua soberana vontade:

"Finalmente, o Eterno respondeu a Jó, do meio de uma tempestade. Ele disse: "Por que você complicou tanto a questão? Por que você fala sem saber do que está falando? Recomponha-se Jó! Ponha-se de pé! Erga a cabeça! Tenho algumas perguntas para você, e quero que responda de forma direta."" (Jó 38:1-3 - AM)

Assim como em várias outras passagens da bíblia onde vemos Deus se relacionando com o seu povo. Jesus também tinha um relacionamento muito próximo de seus discípulos e até mesmo com Deus, pelo qual passava horas em oração e jejum. Assim, o cristianismo nos mostra uma possibilidade fortíssima de envolvimento entre o homem e Deus.

O próprio motivo de Jesus vir a este mundo já nos revela esse amor e envolvimento forte entre criador e criatura quando lemos o tão famoso texto de João três:

“16 "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. 18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.” (João 3.16-18 - NVI)

Acontece que na época de Jesus, os religiosos buscavam mais as regras do que Deus. Isso somado ao fato de que o pecado também era grande vilão e estar crescendo cada vez mais, fazendo com que o homem, ou a grande maioria, perdesse esse contato pessoal entre pai e filho. Com a falta desse contato alguns religiosos criaram outras formas de se sentirem santos e provarem que tinham um contato com Deus – falso contato, apenas para que os outros os vissem como grandes homens de Deus. O mesmo certamente acontece hoje em diversos lugares. Pessoas que precisam receber reconhecimento de outras para que, conquistando sua confiança possa executar algo de seu próprio interesse, assim como nos tempos em que Jesus pronunciava tais palavras:

"Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. "Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará". (Mateus 6:1-4 - NVI).

Tudo é uma questão de foco, tanto na época em que Jesus ensinou quanto hoje. Se formos como os falsos religiosos e pensarmos em considerações e reconhecimentos humanos tendemos a demonstrar tais obras publicamente, sem as quais não seríamos reconhecidos pelo homem. E é o que diversas pessoas fazem, demonstram ter boas obras, ser fiéis a Deus e ter uma comunhão aparentemente perfeita, mas não são. Tais demonstrações de fé podem gerar frutos consideráveis e desejáveis, porém nosso Mestre garante que nunca passarão de uma conquista passageira, pequena e inútil aos olhos de Deus. O que fazer então?

Jesus ensina que devemos pensar sempre no céu, em Deus. Agindo assim para que através de nossas obras Ele mesmo seja glorificado. Quando arrastamos esta glória para nós mesmos demonstramos que queremos ter aquilo que pertence unicamente a Deus, agimos para promover a nossa imagem e não o seu Reino. Por isso ele ensina que o que fazemos deve ficar entre três pessoas – Eu, a pessoa que recebe e Deus que é glorificado nessa ação. Assim estamos alimentando a glória de Deus, fazendo com que as outras pessoas vejam somente ele e passamos apenas por ferramentas pelas quais Deus alcança aqueles que ele quer. Quais benefícios isso traz para nós que agimos em segredo? Nenhum! Não é uma preocupação, pois o maior benefício que poderíamos obter já nos foi dado antes mesmo de fazermos alguma coisa, digo isso sobre a nossa salvação.

O maior tesouro do ser humano é a sua salvação, não coisas materiais, coisas terrenas que através de um falso testemunho estes “hipócritas” conseguem e Jesus garante, mais uma vez repito, eles não herdarão o Reino.

O ser mais importante do universo deseja ter um relacionamento pessoal com você! Mas isso deve ficar entre vocês dois, aqueles que buscam glória humana através de um falso relacionamento com Deus estão se enganando e muito em breve colherão estes maus frutos. Que este não seja você!

Portanto, nesta mensagem não há apenas um ensinamento, mas acima de tudo um exercício. Antes de ajudar alguém pense bem em quais são os seus motivos, porque você quer fazer isso e de que forma pode fazer para que apenas Deus seja louvado? Eu espero nem ficar sabendo sobre o que você fez, sei que o nosso Deus já conhece e te recompensará!

Em Cristo, uma mensagem dificílima de repassar porque dependi unicamente da palavra de Deus e sua inspiração e graças a ele consegui concluir, amém!

(correção interna - 28/02/2017)

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