terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ah vida

Vivemos num mundo conturbado, onde a humanidade sente na pele os efeitos de uma pós-modernidade fria e excludente. Os efeitos mais sentidos são a pobreza e a miséria acompanhadas dos problemas sociais como a exclusão de pessoas sejam por sua cor ou classe social e os vícios que à medida que aumentam causam mais mortes indesejadas. Difícil viver num mundo assim? As pessoas correm o dia todo, a vida toda para obter, para comprar uma vida que as satisfaça e quando finalmente alcançam descobrem que aquilo já não faz mais tanto sentido e partem em busca de outras satisfações em suas vidas e tudo recomeça. Sempre do nada.

Já parou para pensar, após um dia cansativo de trabalho, onde foi que paramos? Onde nos deixamos para seguir coisas que nunca alcançamos? Qual o motivo? Qual a culpa? Porque andamos em círculos e nunca evoluímos em uma direção de total felicidade? O ser humano tem caminhado em ciclos e se antigamente pensava-se numa evolução hoje pensamos que ela está parada e é possível repensar o real motivo de uma era estar parada no sentido de uma real evolução.


Em primeiro lugar eu colocaria as comodidades do mundo moderno, não precisamos mais fazer esforço algum. Se precisamos obter notícias basta ligar a tv, para mudar de canal basta um botão, se precisamos aprender não precisamos mais ler, basta ouvir e assim o mundo vai caminhando num ritmo lento e preguiçoso onde o ser humano fica cada vez mais parado em volta de suas coisas automáticas e falhas, muitas vezes mais falhas que os próprios humanos. Tente deixar uma grande empresa sem energia ou mesmo acesso à internet e você descobrirá o caos. Quando foi que tudo começou a circular em volta da eletricidade e da internet? Onde deixamos de ser mais importante que estas coisas e paramos de trabalhar com nossos próprios músculos? O ser humano parou no tempo, na famosa pós-modernidade. O conhecimento deixou de ser algo desejável e passou a ser um comércio, não aprendemos mais para sermos mais humanos, aprendemos para vender aquilo que sabemos e assim nos vendemos a outras pessoas que em alguns casos têm a mesma preguiça que nós. Ficamos com preguiça de mover e isso faz com que o ser humano pare, faz com que acredite em coisas sem antes pensar se são ou não corretas. Incrivelmente o ser humano tem preguiça até mesmo de pensar e prefere crer naquilo que já foi antes pensado, mesmo não sabendo se é o correto ou não. “Um preguiçoso diz: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas”.

Outro mal de nossa pós-modernidade está no fato de estarmos continuamente correndo atrás dos prazeres que o sistema oferece, gozamos de amor pelas falhas do sistema como se fossem deixadas lá para nos alimentar. O homem corre insistentemente atrás daquilo que o satisfaz, mesmo que isso signifique passar por cima de outras pessoas as tratando como pouco e quando percebe que não consegue alcançar seus próprios desejos se vê sozinho e cansado, de um mundo que suga suas energias ao invés de recarrega-las. Um sistema que vive dos seus sonhos, sugando como um grande monstro suas energias para alimentar aqueles que conseguem controlar um pedaço desta imensa massa azul e marrom chamado Terra! A busca pela própria felicidade através daquilo que o mundo oferece fez com que uma pessoa, apenas que foi lembrada, deixasse de lado a salvação eterna em troca de uma vida pequena e insatisfeita neste mundo quando encontrou com Jesus, nada menos que o próprio salvador, a imagem exata de Deus na Terra! O homem vive pelo hoje e pelo agora e esquece de que um dia dará conta de tudo que fez na terra àquele que criou céus e mar, homens e animais. Em muito breve toda ansiedade humana passará e só restará aos que correram atrás da vida de prazer um enorme vazio chamado morte. Se o homem diante de Deus prefere o sistema mundo, onde vamos parar? Quem será responsável por essas escolhas e quem sofrerá as terríveis consequências deixadas por eles?

Nesta busca pela satisfação própria o homem não mede esforços para conquistar os terríveis prazeres da carne, àqueles que foram deixados de lado por grande parte dos heróis bíblicos e mudados por padrões divinos, há quem viva dentro da igreja e deseje as coisas do mundo, aqueles que estão dentro e fora por amor aos prazeres que em tese lutam contra o próprio Espírito dentro do homem. Nesta busca muitas mulheres se entregam, homens se contaminam com dinheiro de inocentes e com mulheres detestáveis aos padrões de Deus. Não temos freio, não temos limites, alias o prazer é o limite e quando ele acabar o que fazer? Quando vierem as consequências de uma busca exacerbada pelo prazer o que sobrará de bom nesta terra? Haverá sentido viver quando tudo que podemos ter e o que não podemos ter já foi antes experimentado? É como ter dezenove anos e sentir atração por uma pessoa de noventa! O mundo passa, e aqueles que buscam seus prazeres também passarão sejam cristãos ou não! “Vi um trono grande e branco, e nele alguém assentado. De sua presença fugiram a Terra e o céu sem deixar rastro. Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono. Abriram-se os livros, e abriu-se também o livro da vida. Os mortos foram julgados por suas obras, segundo o que estava escrito nos livros.” (Apocalipse 21.11,12)

O homem esqueceu, ou preferiu não pensar em, daquilo que é certo. Daquele antigo padrão que o protegia dos perigos, dos maus caminhos, seu prazer não está mais na lei do Senhor, não medita mais nela dia e noite e por isso vai afundando. Por ter trocado aquilo que é perfeito àquilo que é temporal, poucos há que digam “ensina-me, Senhor, o caminho de teus estatutos, e o seguirei pontualmente. Ensina-me a cumprir tua vontade e observá-la de todo coração. Encaminha-me pela senda dos teus mandatos, porque o amo. Inclina o meu coração a teus preceitos, e não ao lucro.” (Salmo 119.33-36; 37, 41, 43, 44…)

Há de ser notado que o ser humano deixou para trás sua devoção a um Deus terrivelmente amoroso e justo! Duas palavras que o definiriam com perfeição, perfeitamente amor e perfeitamente justo, a ponto de um não ser superior ao outro. Deus é amor e justiça! Enquanto o ser humano compra uma falsa liberdade, falsos prazeres e uma vida boa, um Deus deu sua vida para que eles tivessem acesso à eternidade, nada mais do que viver para sempre ao lado do seu criador e eles simplesmente desejaram a morte. Ao invés da luz preferiram as sombras, fico pensando se João estava escrevendo do passado, presente ou do futuro quando disse que “a luz verdadeira que ilumina todo homem estava vindo ao mundo. Estava no mundo, o mundo existiu por ela, e o mundo não a reconheceu. Veio aos seus, e os seus não a acolheram.” (Jo. 1.9-11 – BP).

É preciso reconhecer esta luz, esta vida que foi entregue por amor ao mundo enquanto pessoas, aceitar seu chamado e deixar que a vida brote novamente na mente do homem. Uma vida que trás frutos de uma nova existência, uma existência cem por cento divina dentro de um corpo cem por cento humano. Jesus é esta vida, ele é a única e verdadeira vida em abundância, não as coisas que nos cercam, não os prazeres que enchem o ego humano, nada disso pode ocupar o lugar que insistimos em preencher, um lugar que por direito pertence a Deus!

Dentro da existência humana, onde você parou? Numa escolha antiga? Num erro do passado que o aprisionou? Fique sabendo que muitas pessoas ficaram presas e foram libertas, muitas acharam estar andando por caminhos certos e descobriram a verdadeira luz, isto é, Jesus. Se você deixar, se abrir o seu coração ele pode entrar e voltar ao passo que você deixou para juntos continuar uma caminhada nova, em direção a uma vida melhor. Uma vida com Deus! Não durma hoje sem pensar em onde você parou de seguir em frente e começou a andar em círculos…


Dentre estes é possível encontrar um pequeno povo, alguns que deixaram de lado suas vontades e sonhos porque foram chamados e ouviram. Alguns que deixaram de sonhar com um mundo sistema e começaram a sonhar com a eternidade, com algo realmente grande e eterno, aqueles que foram perseguidos por serem diferentes, por pensarem de maneira sóbria, repito, sóbria. Que abandonaram a paixão de uma era depravada e condenada para seguir um único preceito, a estes ele os estimou, os chamou de amigos e filhos. A estes não haverá condenação nem amenos um julgamento, pois não há condenação para os que estão em Cristo Jesus! Duas filas, uma daqueles que pararam, outra dos que mudaram de direção! 

Afinal para obtermos uma mudança é preciso caminhar em uma direção segura! Deus te abençoe!

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